segunda-feira, 5 de outubro de 2015

ONU: Ban Ki-moon lamenta assassinatos em universidade nos Estados Unidos

O secretário-geral da ONU manifestou sua esperança em que esta nova tragédia permita aos Estados Unidos tomar as medidas necessárias para “enfrentar o flagelo” da violência armada no país.
Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Rick Bajornas
Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Rick Bajornas
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou sua profunda tristeza após o tiroteio que ocorreu nesta quinta-feira (1) em uma faculdade no estado de Oregon, nos Estados Unidos.
“Ele transmite suas mais sinceras condolências às famílias das numerosas vítimas e deseja uma rápida recuperação aos feridos”, disse o porta-voz do chefe da ONU.
De acordo com relatos da mídia, um homem de 26 anos abriu fogo em dez pessoas foram mortas e sete feridos no ataque na Umpqua Community College, localizado em Roseburg. O autor dos disparos também morreu no incidente.
“Diante de mais uma tragédia deste tipo, o secretário-geral expressa sua forte esperança de que os Estados Unidos, através do processo democrático robusto que o caracteriza, seja capaz de tomar as medidas necessárias para reduzir o tamanho terrível de perdas de vidas humanas que a violência armada está provocando na sociedade americana”, continuou o porta-voz, tomando nota que o presidente Barack Obama “tem demonstrado um compromisso firme para enfrentar este flagelo”.

Voluntariado é fundamental para desenvolvimento sustentável na América Latina, destaca ONU

Documento avalia papel de voluntários em diferentes países e recomenda integração formal do voluntariado às estratégias de desenvolvimento.
Voluntários da ONU no Vietnã. Foto: VNU
Voluntários da ONU no Vietnã. Foto: VNU
O programa de Voluntários das Nações Unidas (VNU) divulgou nesta quarta-feira (30) o Relatório Estado do Voluntariado no Mundo 2015, que avalia o papel dos voluntários naINFLUÊNCIA do planejamento de políticas públicas e na melhoria da relação entre cidadãos e governos em todas as partes do mundo. O documento é a primeira avaliação global sobre voluntariado e apela aos governos que incluam mais os voluntários nas tomadas de decisões para que sejam alcançados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O Panamá foi escolhido para o lançamento latino-americano do relatório, informou o VNU, devido ao movimento voluntário do país que mobilizou a sociedade e decretou a lei de voluntariado nacional em dezembro de 2014.
O documento citou voluntários brasileiros que focaram seuTRABALHO no combate à corrupção em governos locais por intermédio de Observatórios Sociais. O monitoramento dos gastos municipais impediu o desvio de quase 100 milhões de dólares dos cofres públicos, segundo relatório brasileiro de notícias.
A vice-coordenadora executiva do programa VNU, Rosemary Kalapurakal, explicou que apesar da grande contribuição dos voluntários, oTRABALHO está longe de ser totalmente explorado. “Para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, precisamos da participação de todos os setores da sociedade.”, completou Kalapurakal.
De acordo com o documento, os países que construíram “ambiente favorável”, de suporte aos voluntários, em geral, tiveram maior inclusão por parte dos setores excluídos da sociedade nas decisões do governo. O documento cita países como Peru, Honduras e Moçambique, que aprovaram leis para formalizar a contribuição dos voluntários.
Assista ao vídeo sobre a importância do voluntariado no Brasil.

ACNUR explica significado de status de refugiado e migrante

Os refugiados escapam de conflitos armados ou perseguições. Sua situação é tão perigosa que devem cruzar fronteiras para buscar segurança. Nesses casos, a negação de asilo pode ter resultados fatais.
Refugiado ou migrante? A distinção é importante para garantir os direitos dessas populações deslocadas. Foto: ACNUR / A. McConnell
Refugiado ou migrante? A distinção é importante para garantir os direitos dessas populações deslocadas. Foto: ACNUR / A. McConnell
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) estima que, pelo mundo, aproximadamente 60 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar. Mas apesar da repercussão internacional que imagens de embarcações precárias atravessando o Mediterrâneo têm ganhado na mídia, o público em geral ainda confunde os significados dos termos “refugiado” e “migrante”. Para o ACNUR, a distinção entre os dois termos é fundamental para garantir os direitos dessas populações.
Em meio ao grande número de pessoas que chegaram este ano e no ano passado à Grécia, à Itália e outros países, a agência da ONU tem verificado a presença de ambos os tipos de populações deslocadas. A maioria vem de nações afetadas pela guerra ou que são consideradas como de origem de “refugiados”. Entretanto, uma parte menor vem de outros lugares e, para muitas destas pessoas, a definição “migrante” seria mais apropriada. Mas qual a diferença exata entre os dois termos?
Os refugiados são pessoas que escaparam de conflitos armados ou perseguições. Com frequência, sua situação é tão perigosa e intolerável que devem cruzar fronteiras internacionais para buscar segurança nos países mais próximos, onde passam a ser consideradas um “refugiado”, reconhecido internacionalmente, com acesso à assistência dos Estados, do ACNUR e de outras organizações.
Para esses indivíduos, é muito perigoso voltar ao seu país de origem, de modo que precisam de refúgio em algum outro lugar. Nesses casos, a negação de asilo pode ter consequências fatais.
A proteção dos refugiados envolve a garantia contra a devolução às ameaças das quais eles já fugiram e o acesso a procedimentos justos de asilo, além de medidas que garantam que seus direitos humanos básicos sejam respeitados a fim de permitir-lhes viver com segurança e dignidade e encontrar uma solução a longo prazo. São os Estados que possuem a responsabilidade primordial desta proteção.
Já os migrantes escolhem se deslocar não por causa de uma ameaça direta de perseguição ou morte, mas, principalmente, para melhorar sua vida, buscando melhores oportunidades de trabalho e educação ou procurando viver com parentes que moram fora do país de origem. Diferentemente dos refugiados, que não podem voltar ao seu país, os migrantes continuam recebendo a proteção do seu governo.
Para os governos, estas distinções são importantes. As nações tratam os migrantes de acordo com sua própria legislação e procedimentos em matéria de imigração, enquanto lidam com os refugiados segundo normas definidas a nível nacional e internacional.
Confundir os termos “refugiado” e “migrante” pode gerar sérias consequências na vida e na segurança dos refugiados. Misturá-los desvia a atenção das salvaguardas legais especificas a que os refugiados têm direito. A confusão também prejudica o apoio público aos refugiados no momento em que eles mais necessitam desta proteção. Para o ACNUR, os direitos humanos tanto dos migrantes quanto dos refugiados devem ser inteiramente respeitados, sem perder de vista, porém, a problemática particular em que estes últimos estão enquadrados.
Foto: ACNUR / A. McConnell
LEGENDA: Refugiado ou migrante? A distinção é importante para garantir os direitos dessas populações deslocadas.
LINK ORGINAL: http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/refugiado-ou-migrante-o-acnur-incentiva-a-usar-o-termo-correto/