sexta-feira, 4 de setembro de 2015

ONU pede que Europa aceite 200 mil refugiados da Síria, Iraque e outras zonas de guerra

“A Europa enfrenta seu momento da verdade. Chegou a hora de reafirmar os valores sobre os quais foi construída”, afirmou o alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres.
Pessoas esperam para ter visto de trânsito temporário, perto da cidade de Gevgelija na Macedônia, depois de atravessar a fronteira da Grécia. Foto: UNICEF/Gjorgji Klincarov
Pessoas esperam para ter visto de trânsito temporário, perto da cidade de Gevgelija na Macedônia, depois de atravessar a fronteira da Grécia. Foto: UNICEF/Gjorgji Klincarov
“A Europa não pode continuar respondendo a esta crise com uma abordagem fragmentada. Nenhum país pode fazer isso sozinho e nenhum país pode se negar a fazer sua parte”, disse nesta sexta-feira (04) o alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres.
O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou que a União Europeia enfrenta um “momento decisivo” e divulgou um conjunto de diretrizes para apoiar os esforços voltados para resolver a atual crise de refugiados e migrantes que a Europa enfrenta.
Guterres ressaltou que as chegadas ao países da União Europeia representam “o maior fluxo de refugiados para a Europa durante décadas”, o que exige um “enorme esforço comum” e o fim da atual abordagem fragmentada que tem levado a Europa a falhar em sua tentativa de encontrar uma resposta eficaz a esta situação.
“Só neste ano, mais de 300 mil pessoas arriscaram suas vidas para cruzar o mar Mediterrâneo. Mais de 2.600 não sobreviveram a perigosa travessia, incluindo o menino de 3 anos de idade, Aylan, cuja foto tem comovido o coração das pessoas ao redor do mundo”.
“Uma estimativa muito preliminar indicaria uma necessidade potencial para aumentar as oportunidades de realocação para cerca de 200 mil lugares”, recomendou. “Isso só pode funcionar eles tiverem capacidades de acolhimento adequadas, especialmente na Grécia. A solidariedade não pode ser responsabilidade de apenas alguns Estados-membros da UE.”
Guterres elogiou alguns exemplos de generosidade e de liderança moral “verdadeiramente inspiradores” por parte de alguns países e muitos cidadãos, mas reiterou seu apelo para uma estratégia coletiva, com ênfase na necessidade da solução dos conflitos.
“Agora, a União Europeia não tem outra escolha a não ser mobilizar o máximo de forças para enfrentar esta crise. A única maneira de resolver este problema é a implementação, por parte da EU e dos seus países membros, de uma estratégia comum baseada em responsabilidade, solidariedade e confiança”, afirmou o Alto Comissário.
Guterres pediu a todos os países que respeitem as obrigações do direito humanitário internacional e ressaltou que mesmo aqueles que conseguem chegar à costa e às fronteiras da Europa enfrentam perigos terríveis. “Após chegarem a Europa, eles continuam sua jornada enfrentando o caos e indignidades, exploração e perigo nas fronteiras e ao longo do caminho”.
O Alto Comissário da ONU para Refugiados apontou seis princípios fundamentais que, segundo ele, devem guiar os esforços para resolver a atual crise de refugiados no continente europeu:
1) Esta é uma crise principalmente de refugiados, não somente um fenômeno de migração. A vasta maioria daqueles que chegam à Grécia vem de zonas de conflito, de países como a Síria, Iraque ou Afeganistão e está simplesmente lutando por suas vidas. Todas as pessoas que estão se locomovendo nestas circunstancias trágicas merecem ter seus direitos humanos e sua dignidade inteiramente respeitados, independentemente de seus status jurídico.
2) A Europa não pode continuar respondendo esta crise com uma abordagem fragmentada. Nenhum país pode fazer isso sozinho e nenhum país pode se recusar a fazer a sua parte. Não é nenhuma surpresa que quando um sistema não é balanceado e funcional, tudo fica bloqueado quando a pressão aumenta. Este é um momento decisivo para a União Europeia, que agora não tem outra escolha a não ser mobilizar forças para solucionar esta crise. A única maneira de resolver este problema seria União Europeia e todos os seus países membros implantarem uma estratégia comum, baseada em responsabilidade, solidariedade e confiança.
3) Concretamente, isso significa tomar medidas urgentes e corajosas para estabilizar a situação e, em seguida, encontrar uma maneira de verdadeiramente compartilhar a responsabilidade no médio e longo prazos. A UE deve estar pronta, com a permissão e em apoio aos governos mais afetados – principalmente a Grécia, a Hungria e a Itália – para implementar um acolhimento de emergência adequado, com assistência e capacidade para registrar estas pessoas.
4) Pessoas que tenham uma solicitação de refugio válida, nesta triagem inicial, devem ser beneficiadas por um massivo programa de realocação, com a participação obrigatória de todos os Estados-membros da UE. Uma estimativa preliminar indica a necessidade de realocar até 200 mil pessoas. Isso só poderá funcionar se for adotado em conjunto com um sistema de acolhimento adequado, especialmente na Grécia. A solidariedade não pode ser responsabilidade de apenas alguns dos países membros da UE.
5) Aqueles que não precisam de proteção internacional e que não podem se beneficiar de oportunidades de migração legal devem ser ajudados a voltar rapidamente para seus países de origem, com o total respeito de seus direitos humanos.
6) Os únicos que se beneficiam com a falta de uma resposta comum da União Europeia são os contrabandistas e traficantes que estão lucrando com o desespero das pessoas em busca de segurança. É necessária uma cooperação internacional mais efetiva para reprimir os contrabandistas, incluindo aqueles operando dentro da União Europeia, mas de maneira que permita a proteção das vitimas. Mas nenhum desses esforços será efetivo sem que sejam abertas mais oportunidades para pessoas virem legalmente para a Europa e encontrar segurança em sua chegada. Milhares de pais refugiados estão arriscando as vidas de seus filhos em embarcações inseguras de contrabandistas e traficantes principalmente porque não têm outra escolha. Países europeus e governantes em outras regiões devem expandir o reassentamento e aumentar quotas de admissão humanitárias, implantar programas de vistos, de bolsas de estudo e outras formas que permitam uma entrada legal na Europa. A reunião familiar deve tornar-se uma realidade e uma opção acessível para muito mais pessoas do que é atualmente. Se estes mecanismos forem expandidos e feitos de maneira mais eficiente, podemos reduzir o número de pessoa que são forçadas a arriscar suas vidas no mar.
Para o chefe do ACNUR, esta situação exigirá uma séria reflexão sobre o futuro, pois tal fluxo massivo de pessoas não irá parar até que as causas do deslocamento sejam abordadas. Muito mais deve ser feito para prevenir conflitos e parar as guerras em curso que estão afastando tantas pessoas de suas casas. Os países vizinhos a zonas de guerra, que abrigam 90% dos refugiados ao redor do mundo, devem ser apoiados fortemente, inclusive financeiramente. Ao mesmo tempo, é também essencial que as políticas de cooperação para o desenvolvimento sejam reorientadas com o objetivo de dar as pessoas a oportunidade de ter um futuro em seus próprios países.
“A Europa enfrenta seu momento da verdade. Chegou a hora de reafirmar os valores sobre os quais foi construída”, afirmou Guterres. ​​​​

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

ONU pede acesso sem obstáculos para levar ajuda vital aos iemenitas no sudeste do país

Civis estão encurralados entre as frentes de combate e são vítimas de bombardeios indiscriminados da coalizão. Sistema de saúde é precário e habitantes da região sofrem com um surto de dengue.
Meninas pegam água no distrito de Mawyah, Taiz, Iêmen. Foto: OCHA
Meninas pegam água no distrito de Mawyah, Taiz, Iêmen. Foto: OCHA
Bombardeios, confrontos armadas e saques na província de Taiz, no Iêmen, pioraram ainda mais a situação desesperada e o crescente sofrimento humanitário na região, alertou o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) nesta quinta-feira (03), solicitando um acesso sem obstáculos para que os suprimentos cheguem às pessoas em necessidade.
Densamente povoada, Taiz já era considerada uma das províncias mais vulneráveis entre as 22 do país. Em sua última atualização sobre a crise, o OCHA revelou que entre 14 e 27 de agosto pelo menos 95 civis, incluindo 52 crianças e 20 mulheres, morreram e outros 129 civis ficaram feridos durante bombardeios indiscriminados.
A cidade de Taiz está sendo descrita pela ONU como um “campo de batalha”, em que seus cidadãos estão encurralados entre as linhas de combate e sem condições de buscar abrigos seguros. Residências estão sendo destruídas como punição para o que é percebido como apoio à oposição.
A situação da saúde também é precária, com danos na infraestrutura e falta de combustível, remédios e suprimentos hospitalares. Nenhum dos seis hospitais públicos está operacional e, segundo o OCHA, militantes tomaram o Hospital Internacional do Iêmen em Taiz, expulsando os 80 pacientes, 20 deles na unidade intensiva de tratamento. A população também sofre com um surto de dengue, que já afetou 432 pessoas desde 25 de agosto.

ONU: Em emergência ignorada pelo mundo, Mianmar sofre com inundações

Cerca de 385 mil famílias foram deslocadas pelas enchentes e deslisamentos que destruíram milhares de casas e canais de irrigação em 12 das 14 províncias do pais, disse a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)
Fazendo destruída em Hakha, capital do estado de Chin, em Mianmar. Foto: PNUD Mianmar
Fazendo destruída em Hakha, capital do estado de Chin, em Mianmar. Foto: PNUD Mianmar
Tempestades, enchentes e deslizamentos em quase todo o território do Mianmar destruíram plantações de arroz, bem como viveiros de peixe e camarão fazendo com que a disponibilidade de comida seja severamente limitada se não for fornecido ajuda rapidamente aos agricultores, alertou nesta quinta-feira (03) a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
“Presenciando pessoalmente a dimensão da situação no país, é impressionante como esta emergência está sendo amplamente subestimada pela mídia global e pelos doadores internacionais”, disse o representante da FAO em Mianmar, Bui Thi Lan.
A Organização declarou que “é necessária assistência urgente para ajudar agricultores na recuperação durante o mês de extremo clima de monção, que foi agravado pela passagem do ciclone Komen no final de julho que afetou mais de 1,6 milhão de pessoas e inundou mais de 1,4 milhão de acres de terras agrícolas. Cerca de 385 mil famílias foram deslocadas pelas enchentes e deslizamentos, que destruíram milhares de casas e canais de irrigação em 12 das 14 províncias do pais, disse a FAO.

ONU divulga vencedores do 10º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero

Este ano o certame recebeu 2527 inscrições sendo 304 da categoria Estudante de Graduação; 404 da categoria Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado; 213 da categoria Mestres e Estudante de Doutorado; 1495 da categoria de Estudante de Ensino Médio e 111 da categoria Escola Promotora da Igualdade de Gênero.
Vencedores da 10o. Edição do Prêmio. Foto: ONU Mulheres
Vencedores da 10o. Edição do Prêmio. Foto: ONU Mulheres
A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/PR), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), o Ministério da Educação (MEC) e a ONU Mulheres divulgaram, em 12 de agosto, os nomes de ganhadores da 10ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero.
Este ano o certame recebeu 2527 inscrições sendo 304 da categoria Estudante de Graduação; 404 da categoria Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado; 213 da categoria Mestres e Estudante de Doutorado; 1495 da categoria de Estudante de Ensino Médio e 111 da categoria Escola Promotora da Igualdade de Gênero.
O Prêmio Construindo A Igualdade de Gênero foi instituído em 2005, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, no âmbito do Programa Mulher e Ciência, que tem como objetivos estimular a produção científica e a reflexão acerca das relações de gênero, mulheres e feminismos no País; e promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas.
Veja a lista completa de todos os vencedores no site da ONU Mulheres, clicando aqui.

Duas ideias brasileiras concorrem a desafio da ONU para apoiar negócios de mulheres empreendedoras

Equipes brasileiras de tecnologia estão entre os cinco finalistas do desafio 2015 do Women Vendors’ Exhbition and Forum. O vencedor será anunciado nesta quinta-feira (03).
Soluções inovadoras digitais podem ajudar mulheres empreendedoras a conectar-se à cadeia de valor. Foto: Pixabay (CC)
Soluções inovadoras digitais podem ajudar mulheres empreendedoras a conectar-se à cadeia de valor. Foto: Pixabay (CC)
O Centro Internacional de Comércio (ITC) da ONU e as empresas Google e CI&T anunciaram a lista de finalistas para o desafio 2015 do Women Vendors’ Exhibition and Forum. Mais de 300 ideias de todo o mundo foram submetidas para o desafio, que pedia a criação de uma plataforma digital que ajudasse a conectar mulheres empreendedoras às cadeias de valor.
A ideia vencedora será anunciada na cerimônia de encerramento do Fórum, que acontece entre 2 e 3 de setembro em São Paulo. Entre as cinco finalistas estão duas brasileiras: a WomenSupply App e Empowerlt.
A WomenSupply App permite que mulheres empreendedoras registrem seus negócios. Usando filtros, os usuários podem achar empresas que ofereçam o serviço que eles buscam. Dois dos profissionais de TI envolvidos no WomenSupply App também trabalham em outros projetos direcionados a reduzir as desigualdades em tecnologia.
A Empowerlt é uma plataforma digital que facilita a compra e venda de produtos e serviços fornecidos por mulheres empresárias. O aplicativo, que inclui conversas de chat, subir vídeos e um perfil personalizado, também possui uma tecnologia que permite empreendedoras em áreas remotas a entrar na era digital. O plano é possibilitar que Empowerlt trabalhe em uma série de dispositivos para alcançar as mulheres empreendedoras que não tenham acesso a um smartphone.

‘Mundo observa como testemunha o inimaginável sofrimento sírio’, diz chefe de Comissão da ONU

O brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão de Inquérito sobre a Síria, apresentou o 10º relatório sobre a situação do país e pediu mais esforços mundiais para por fim ao “prolongado e caótico” conflito.
No campo Tishreen para pessoas deslocadas em Alepo, Síria, residentes tentam seguir com sua vida normal. Foto: UNICEF/Razan Rashidi
No campo Tishreen para pessoas deslocadas em Alepo, Síria, residentes tentam seguir com sua vida normal. Foto: UNICEF/Razan Rashidi
Um dia após a triste imagem do menino sírio Aylan Kurdi, afogado na costa da Turquia, circular o mundo, o chefe da Comissão de Inquérito da ONU lançou, nesta quinta-feira (03), um alerta para as consequências do “prolongado e caótico” conflito no país. Para o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, após metade da população do país ter sido deslocada ou encontrar-se em situação de refúgio, o mundo observa como testemunha, enquanto sírios estão sendo submetidos a crimes de guerra, bem como graves violações de seus direitos humanos.
“Os civis estão sofrendo o inimaginável, enquanto o mundo observa como testemunha. Sem maiores esforços para levar as partes à mesa de paz, prontos para chegar a um compromisso, as tendências atuais sugerem que o conflito sírio – e o abate e a destruição que isso causa – vai continuar no futuro próximo”, disse Pinheiro, que é o presidente da Comissão de Inquérito sobre a Síria.
Durante o lançamento do décimo relatório da Comissão, ele afirmou que “mais precisa ser feito para as vítimas desse conflito, que foram forçadas a fugir de suas casas e buscar proteção e refúgio sob a mais terrível de circunstâncias”.
Pinheiro também enfatizou que é fundamental para a comunidade mundial agir com humanidade e compaixão, desenvolvendo canais legais de migração que aumentem o espaço de proteção para os requerentes de asilo e refugiados.
Civis como alvo
Segundo a Comissão, o conflito armado sírio, agora em seu quinto ano, tornou-se prolongado e caótico, com os múltiplos lados do conflito exibindo um desrespeito total pelas obrigações das leis internacionais, atacando civis, áreas residenciais e os locais protegidos sob o direito internacional. Táticas de combate empregadas por todos os lados do conflito armado, como cercos, bombardeios indiscriminados e ataques aéreos resultaram em mortes de civis em massa, destruição do patrimônio cultural da Síria e deslocamento de civis em escala massiva.
A Comissão, que foi criada em 2011 pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, disse que os lados beligerantes continuam visando civis, incluindo homens com idade de combate, mulheres, crianças, detentos, doentes e feridos, trabalhadores médicos e humanitários, jornalistas, defensores dos direitos humanos e deslocados internos. E chama para uma ação urgente para garantir a proteção e segurança de todos os civis.
O relatório assinala que as atrocidades levadas a cabo são realizadas tanto por grupos terroristas como pelo governo, incluindo o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e a frente Al-Nusra.
A Comissão continua a relatar que os homens são as principais vítimas de desaparecimento forçado, tortura e assassinatos ilegais. Mulheres e meninas são também vítimas, com as forças do governo prendendo mulheres advogadas, jornalistas e ativistas da paz.
Por outro lado, o ISIL submeteu as mulheres ao controle de seus familiares homens, e as meninas e mulheres com mais de 10 anos de idade não podem sair de casa sem um parente masculino. O relatório também alerta para os abusos do ISIL de mulheres Yazigis, inclusive escravidão sexual. O documento também denuncia a execução de crianças e seu uso no papel de carrascos.
“É responsabilidade das partes beligerantes do conflito sírio e estados influentes buscar a paz, e a responsabilidade especial da comunidade internacional abrir o caminho da justiça para as vítimas da Síria”, disse Pinheiro.
O relatório está programado para ser apresentado no final deste mês, durante um diálogo interativo na 30ª sessão do Conselho de Direitos Humanos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Criança Esperança arrecada mais de R$ 20 milhões para 30 projetos sociais da UNESCO no Brasil

Criado em 1986, oCRIANÇA Esperança já investiu mais de 290 milhões de reais em pelo menos 5 mil projetos, beneficiando diretamente mais de 4 milhões de pessoas.
crianca esperanca
Em sua 30º edição, o Criança Esperança, uma parceria entre a Globo e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) mobilizou mais de 20 milhões de reais, que vão financiar 30 projetos sociais nas cinco regiões do Brasil, pelos próximos dois anos, num processo seletivo especial em comemoração aos 30 anos do Programa.
Como acontece anualmente, a rede de televisão Globo dedicou boa parte de sua programação para a Campanha Criança Esperança 2015, abrindo espaço para mostrar os projetos apoiados; chamar atenção para a importância da educação e de outras temáticas centrais da UNESCO, como a valorização do professor; tornar pública a forma de investimento dos recursos arrecadados; e mobilizar a sociedade para participar, por meio de doações.
Criado em 1986, o Criança Esperança já investiu mais de 290 milhões de reais em pelo menos 5 mil projetos, beneficiando diretamente mais de 4 milhões de pessoas. A UNESCO é responsável pelo processo seletivo das ONGs apoiadas com recursos do Programa. Os projetos são selecionados por meio de edital público, divulgado nos sites do Criança Esperança e da UNESCO no Brasil.