terça-feira, 1 de setembro de 2015

Governo do Estado do Rio de Janeiro e ONU assinam acordo para promoção de cidades mais sustentáveis

O compromisso inclui a promoção de debates sobre os desafios do desenvolvimento urbano, o desenho e a implementação de projetos que possam influenciar políticas públicas em temas urbanos e metropolitanos, bem como a sistematização e difusão de boas práticas sobre o assunto.

Cidade do Rio de Janeiro. Foto:Flickr/John Skodak (CC)
Cidade do Rio de Janeiro. Foto:Flickr/John Skodak (CC)
O representantes do Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e do Estado de Rio de Janeiro se reuniram na quinta-feira (20) no Palácio Guanabara, sede do governo, para celebrar um acordo direcionado a buscar soluções a favor do desenvolvimento urbano sustentável e promover discussões que possam influenciar políticas públicas para o estado.
Ao assinar o documento, o governador estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão e o diretor do escritório regional do ONU-Habitat para a América Latina e o Caribe, Elkin Velásquez, assumiram o compromisso de incentivar ações em benefício da governança urbana metropolitana.
Outros compromissos incluem a promoção de debates sobre os desafios do desenvolvimento urbano, o desenho e a implementação de projetos que possam influenciar políticas públicas em temas urbanos e metropolitanos, bem como a sistematização e difusão de boas práticas sobre o assunto.
“Também se contempla cooperar tecnicamente para a promoção da participação do estado do Rio de Janeiro e seus municípios no processo de preparação para a Habitat III, a terceira conferência da ONU para a moradia e o desenvolvimento sustentável, que acontecerá em outubro no próximo ano, em Quito, Equador”, disse Velásquez.
Além de promover a divulgação da Conferência Habitat III nas cidades do estado, o acordo prevê a elaboração do estudos e projetos-piloto sobre o desenvolvimento urbano sustentável aplicado ao contexto local, e a promoção da Nova Agenda Urbana e os princípios de urbanismo do ONU-Habitat em diversos fóruns.

Campanha de vacinação é iniciada em Serra Leoa após novo caso do vírus, anuncia ONU

A fonte da transmissão do vírus está sendo investigada e todas as pessoas que possam ter entrado em contado com a vítima de contágio estão sendo rastreadas.

Vacina contra o ebola é administrado durante testes na Guiné. Foto: OMS / S. Hawkey
Vacina contra o ebola é administrado durante testes na Guiné. Foto: OMS / S. Hawkey
Após Serra Leoa registrar quase três semanas sem nenhum caso do vírus ebola o anúncio de uma nova infecção em Kambia pôs em andamento a primeira campanha de “vacinação emergencial”, utilizando uma vacina experimental,anunciou a Organização Mundial da Saúde nesta segunda-feira (31).
Um time de especialistas em vacinação emergencial viajou de Conacri, capital da Guiné, para se juntar ao amplo time do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que já se encontra na região onde o novo caso foi reportado. A fonte da transmissão do vírus está sendo investigada e todas as pessoas que possam ter entrado em contado com o paciente estão sendo rastreadas.
“Apesar de ninguém querer ver mais casos de ebola em Serra Leoa, mantivemos todas as nossas equipes em alerta e prontas para responder e pôr fim a qualquer nova transmissão”, disse o representante da OMS no país, Anders Nordstrom.
Na terça-feira (25), o país havia começado a contagem regressiva para decretar o fim da epidemia em Serra Leoa. Para declarar-se livre do ebola, é necessário que transcorram 42 dias sem reincidências de infecções.

Papa pede a padres para perdoarem aborto

O Papa Francisco pediu esta terça-feira a todos os padres para durante o "jubileu da misericórdia", que começa em dezembro, perdoarem a todos os católicos que abortaram ou provocaram o aborto, desde que haja arrependimento.
 
ETTORE FERRARI/EPA
Papa declara ter "decidido, não obstante qualquer disposição em contrário, conceder a todos os padres, para o ano do jubileu, a capacidade de absolverem do pecado do aborto "
Numa mensagem dirigida ao organizador deste "Ano Santo" (ou jubileu), o prelado italiano Rino Fischella, o Papa declara ter "decidido, não obstante qualquer disposição em contrário, conceder a todos os padres, para o ano do jubileu, a capacidade de absolverem do pecado do aborto todos aqueles que o provocaram e que, de coração arrependido, peçam perdão".
Também em relação às mulheres que abortaram, "o perdão de Deus a quem se arrependeu não pode ser negado".
"O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, que parece não se dar conta do grave dano do ato", mas "muitos outros, ao contrário, ainda que vivam esse momento como um fracasso, consideram não ter outras vias para percorrer", diz Francisco na carta, adiantando pensar "em todas as mulheres que recorreram ao aborto".
"Conheço bem os condicionalismos que as conduziram a esta decisão. Sei que se trata de um drama existencial e moral. Encontrei numerosas mulheres que transportavam no seu coração a cicatriz desta escolha difícil e dolorosa. O que ocorreu é profundamente injusto", insistiu.

Difícil acesso é entrave para chegada de suprimentos antes do inverno na Ucrânia, alerta ONU

Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários informou que organizações de ajuda estão enfrentando grandes desafios na obtenção de acesso aos mais vulneráveis afetados pelo conflito na região.
Menina espera com sua mãe para obter suprimentos de higiene após sair de sua casa perto do aeroporto de Donetsk, na Ucrânia, para escapar de bombardeio. Foto: UNICEF Ucrânia / Pavel Zmey
Menina espera com sua mãe para obter suprimentos de higiene após sair de sua casa perto do aeroporto de Donetsk, na Ucrânia, e escapar de bombardeio. Foto: UNICEF Ucrânia / Pavel Zmey
Alertando em nome de agências humanitárias que dão início a preparativos críticos para o inverno no leste da Ucrânia, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários informou que organizações de ajuda estão enfrentando grandes desafios na obtenção de acesso aos mais vulneráveis – um número estimado em 5 milhões de pessoas afetadas pelo conflito que começou na região em abril de 2014.
De acordo com a última atualização mensal do OCHA, os desafios de acesso variam entre preocupações de segurança, entraves burocráticos e restrições logísticas e jurídicas. Estima-se que 2 milhões de pessoas que vivem em áreas ao longo da linha de frente entre as forças governamentais e os grupos armados são as mais vulneráveis e o grupo de maior prioridade em termos de operações de ajuda.
“Estima-se que metade dessas pessoas esteja vivendo em zonas controladas pelo Governo, enquanto o restante vive em áreas não controladas. Tiroteios e bombardeios em vários locais de perigo ao longo da linha de contato estão constantemente colocando em risco a vida de muitos civis e agravando o seu sofrimento”, informou a agência.
Além disso, as agências de ajuda continuam preocupadas, observando o atraso crítico dos esforços para o inverno causado pela suspensão de comboios de ajuda. Eles estão extremamente preocupados, disse OCHA, que a janela de oportunidade para a preparação do para o inverno esteja se fechando. Se o acesso continuar a ser restrito, as agências de ajuda não serão capazes de transportar, armazenar e garantir um abastecimento suficiente de itens essenciais de abrigo para ajudar milhares de pessoas afetadas.

Mais de 850 mil pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda na Somália, adverte a ONU

“Os níveis de insegurança alimentar e desnutrição são críticos”, disse o coordenador humanitário da ONU para a Somália, Peter de Clercq.
Meninas pastoreando cabras na Somália, onde em certas áreas a seca contribuiu para grave escassez de água e mortes de animais. Foto: FAO / Simon Maina
Meninas pastoreando cabras na Somália, onde em certas áreas a seca contribuiu para grave escassez de água e mortes de animais. Foto: FAO / Simon Maina
Após quatro anos de terrível escassez de alimentos, o número de pessoas necessitando de ajuda de emergência na Somália subiu 17%. Segundo a última avaliação alimentar da ONU sobre o país, a situação humanitária permanece “alarmante”, com 2,3 milhões de pessoas dependendo de ajuda externa alimentar para sobreviver.
“Os níveis de insegurança alimentar e desnutrição são críticos”, disse o coordenador humanitário na Somália, Peter de Clercq, nesta segunda-feira (31). “Agentes humanitários e doadores têm impedido a piora da situação, mas todos nós precisamos fazer mais”, acrescentando que “a situação entre as pessoas deslocadas internamente é particularmente preocupante”.
Os resultados da avaliação apresentados em Mogadíscio, capital do país, revelam que 855 mil pessoas em toda a Somália estarão em situação de”crise e emergência” em dezembro de 2015. Cerca de 25 mil crianças com menos de cinco anos estão atualmente gravemente desnutridos, dos quais 40 mil se encontram em um estado tão grave que correm risco de contrair doenças ou de morrer.
“Continuamos a investir em salvar vidas. Não podemos permitir reverter os importantes passos realizados pelas frentes humanitárias e de desenvolvimento”, disse de Clercq. “Temos que, simultaneamente, responder às causas subjacentes da situação no país, e trabalhar soluções duráveis quer irão mitigar o sofrimento e ao mesmo tempo construir mais resiliência na Somália.”

OPAS/OMS: Inscrições de trabalhos na 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde são prorrogadas

O prazo para inscrições dos trabalhos na 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde da União Internacional para a Promoção da Saúde e Educação (UIPES) foi prorrogado até o dia 21 de setembro de 2015.

regiane122ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde da União Internacional para a Promoção da Saúde e Educação (UIPES) acontecerá em Curitiba entre os dias 22 e 27 de maio de 2016. Será a primeira vez que uma cidade latino-americana recebe o evento, que este ano trará o tema “Promovendo Saúde e Equidade”. Aqueles que desejam inscrever seus trabalhos contam agora uma prorrogação do prazo até 21 de setembro.
O encontro é realizado a cada quatro anos e são esperados em torno a 2,5 mil profissionais – entre pesquisadores, gestores, organizações não governamentais e a comunidade científica mundial, e é uma oportunidade única para avaliar o progresso, compartilhar estratégias e resultados de pesquisa e refletir sobre práticas e políticas inovadoras que promovam saúde e equidade.
Entre os conferencistas já confirmados estão a arquiteta Aziza Chaouni, especialista em “tecnologia verde”; a diretora de Desenvolvimento em Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), Vivian Lin; o pesquisador ativista social, Jaime Breihl; o pesquisador Cesar Victora, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e consultor da Organização Mundial da Saúde na área de desigualdades em saúde materno-infantil.

ONU alerta para situação humanitária insustentável e aumento de mortes no Iêmen

Agências da ONU pediram a abertura de um corredor humanitário seguro para poder levar suprimentos vitais para cerca de 3 milhões de pessoas que vivem em Taiz.
Edifício destruído por bombardeios no Iêmen. Foto: OCHA/P. Kropf
Edifício destruído por bombardeios no Iêmen. Foto: OCHA/P. Kropf
O Escritório da ONU para os Direitos Humanos anunciou nesta terça-feira (01) o aumento acentuado de fatalidades entre civis na província de Taiz, no Iêmen, bem como alertou para asituação humanitária insustentável com o bloqueio de rotas de acesso de suprimentos.
Estima-se que 95 civis foram mortos e 129 feridos nas últimas semanas, de acordo com dados compilados pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH). Apenas em 20 de agosto, 53 civis morreram durante uma série de bombardeios das forças de coalizão lideradas pela Arábia Saudita. Em outro incidente, em 18 de agosto, 21 civis foram mortos e outros 28 feridos durante um bombardeio ao sindicato de professores, onde o grupo se reunia para preparar a prova final para alunos do ensino médio e fundamental.
Anteriormente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia alertado para o colapso do sistema de saúde da província, onde os três principais hospitais estão inacessíveis, impossibilitando que milhões de pessoas deslocadas, doentes e feridas tenham acesso aos serviços de saúde.
A OMS pediu, nesta segunda-feira (31), a criação de um corredor seguro para alcançar mais de 3 milhões de pessoas em Taiz, o distrito mais devastado pela guerra no Iêmen, que vive um surto extremo de casos de dengue nas últimos duas semanas.